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A mudança em mim

em

17 fevereiro 2014

Só de pensar que um tempo atrás eu queria que meu cabelo crescesse bastante, fico impressionada de como as coisas mudaram. Essa sou eu, escrevendo a centésima postagem do blog, com os cabelos nos ombros.

O que será que mudou? Um dia eu tava lá, em um grupo no facebook onde meninas tentam de todas as maneiras receitas pro cabelo crescer rápido. No dia seguinte, eu já estava segurando uns 15cm do meu cabelo que minha cabeleireira havia acabado de cortar.

Ok, não foi do dia pra noite, confesso. Esse pensamento de cortar curto já navegava na minha cabeça desde o meio do ano passado. Longo, comprido, volumoso, e ainda com californianas. Dava trabalho cuidar disso tudo: Todo fim de ano era escova definitiva, e durante o ano retoque na franja, selagem, relaxamento... E poem química nisso aê!

Não! Não! Não quero mais não! E foi então que puft, sentada na cadeira do salão, de frente pro espelho, com o horário marcado pra fazer a definitiva. Foi ali que puft. A cabeleireira ouviu minha loucura: "Quero ele natural, aqui oh (aponta pros ombros)".

E não é que ela apoiou? Cancelamos a definitiva, e lá se foi a tesoura pelo meu cabelo, tirando toda a californiana, e deixando um pedacinho do que ainda era alisamento. A única coisa feita foi a escova progressiva. Com um cabelo cheio de ondas, e muito volumoso, por enquanto fica difícil ficar sem química né? Por enquanto.

Sei lá. Dessa vez foi isso. Na próxima eu posso pintar de azul. Ou deixar ele crescer de novo. Quem sabe? Me diz, quem sabe o que vai rolar na minha vida pra fazer eu mudar tanto, ao ponto de querer mostrar pro mundo: "Oh, tem algo de diferente em mim. Olha pra mim, mas me escuta também, que você vai entender."

Afinal, com toda sinceridade, essa não foi só a mudança no meu cabelo tá?

Querido,

em

21 junho 2013


Você se foi faz tempo
demorou tanto pra voltar
Senti muito a sua falta
Você nem veio me visitar

Por vezes achei ser você
que vinha até meu lar
Me deixava arrepiada
e sem vontade de acordar

Eram teus três amigos
tentando me animar
Fazendo-me feliz
querendo me alegrar

Acreditei muitas vezes
que não aguentaria
pois todos esses meses
foram de eterna agonia

Felizmente você voltou
e mesmo que nem pareça você
continuo a te amar
e agora, muito mais a te querer.


Seja bem vindo, querido Inverno! <3

Cheia de Vazio

em

14 fevereiro 2013


Qual o tamanho do vazio que existe dentro de mim? Essa pergunta voltou a me atormentar desde a última noite.

É estranho se sentir assim depois de um tempo. Quando parece que estava tudo indo bem, o destino (ou seja lá o que for) dá uma rasteira na gente. Por um lado é bom: é como se fosse um "acorda!", afinal eu já estava sonhando demais, vivendo de menos, e achando tudo um faz de conta.

Foi tentando entender o que tinha acontecido pra eu me sentir estranhamente vazia novamente que me veio a provável explicação. Decepção. É tão simples chegar a essa conclusão que não sei como dei tantas voltas nos meus pensamentos sem encontrar uma saída.

Relembrando fatos, coisas que me deixaram assim no passado, momentos que eu deveria esquecer, percebi que ao invés de aprender com as decepções da vida, eu estou cada vez mais decepcionada ao viver. Pode isso? Ainda mais eu, que logo na primeira vez que senti esse buraco formado no meu peito, notei que os erros viram um aprendizado e que faz parte do nosso crescimento eles acontecerem. Então por que fico tão fraca, tão vulnerável aos males das pessoas toda vez que algo não sai certo, algo me decepciona?

Espero que o tempo, mais uma vez, cure isso. Ou pelo menos tampe o que der. O inexplicável, é que pequenas coisas ruins, dentro de mim, acabam sendo enormes, e portanto, criando um vazio grande e profundo. Quando respiro forte, parece que meu ar está vindo de um porão e demorando a chegar para sair pela boca, de tão grande que aparente ser o caminho percorrido para sair de meu peito.

Ainda me sinto vazia. Não sei ao certo como tirar isso de mim, ou melhor, preencher esse espaço. Só sei que quero o quanto antes que fique tudo bem, por um longo tempo. Tempo suficiente para que quando outra decepção chegar, eu não apanhe sentimentalmente, tanto assim.

Amar, desamar e blablabla

em

10 fevereiro 2013


Alguém sabe dizer quanto tempo dura o amor?

Sei lá quantas vezes já me apaixonei, acho que foram mais do que desapaixonei. É claro. Se alguém não entendeu, deixa eu tentar explicar.

Tem gente que eu olho e bate aquele sentimento, aquela vontade, aquela coisa diferente e inexplicável. Então já era, já foi. A paixão já tá ali e eu nem tive como me defender. Talvez se fechasse os olhos, mas eu prefiro assim mesmo. O tempo passa, olhar pra tal pessoa já não é tão constante. Então o sentimento não se renova sabe? Mas ele fica, em algum lugar ele fica. Dai quando você esbarra com esse alguém em algum lugar parece que tudo volta, toda aquela felicidade daquele primeiro momento, daquele amor à primeira vista também.

Tem também aquele "casinho". Aquele menino fofo e com bom papo, que sempre te ajudou e falou coisas bonitas. Até o dia em que ambos notaram que havia mais coisa ali do que uma amizade. "Ah, vamos sair, ficar, e pá", só que não queridinho. Parece que certos planos não dão certo, e sair virou programa pra outro dia, outro mês, e até mesmo quem sabe, outro ano. Então vocês se reencontram com a turma de amigos, e claro que tem algo diferente, mas parece que aquele jeito fofo, aquele modo acolhedor não mudou nele não é mesmo? Pois é, você ainda sente.

Aiai, suspiro toda vez que penso naquele das aventuras. Aquele que te conheceu, mostrou ser só mais um, mas de repente se tornou "o cara" na sua vida. Foi ele que mostrou querer só ser um colega, uma companhia. Que você batia papo e pensava: "Oh não, ele é muita coisa pra mim, nem vai me dar bola." Queridinha acorda, ele é homem, e você meu bem, mulher, e é apenas isso que ele quer. Então o colega, se transformou em mais um resenhador. Antes só fosse isso. Ele te conquistou e você quis ele como um troféu.

Acho que me enganei um pouco. Aqui era pra falar das paixões que ainda permanecem, por que o último da lista está aqui se não houve nenhum sentimento da minha parte?

Pode até ser que não havia sentimento, mas de repente, ele surgiu. Eis que surge minha dúvida: Alguém sabe dizer quanto tempo dura o amor? Tô querendo sair dessa...

Você e Aquele Seu Jeito

em

18 janeiro 2013


Você chegou, sendo só mais um, igual aqueles que me adicionam no facebook pra puxar qualquer assunto, sem ao menos me conhecer, só por saber que to solteira. Você queria uma chance e lutava por ela. Sinceramente? Devo confessar que não esperava muita coisa não, sempre vejo graça em enrolar garotos que tentam me conquistar com papinhos iguais, com atitudes iguais.

Então você se tornou diferente dos outros, ou talvez essa mudança tenha vindo de mim. Por diversos motivos, decidi que deveria tentar ser feliz, parar de enrolação, e deixar as coisas acontecerem. Seja lá o que mudou, só sei que se tornou bom, e conversar com você, virou necessidade.

Mensagens e mais mensagens, conversas e mais conversas. Coisas bobas se tornaram especiais, você se tornou especial. Entre falas, risadas e piadas, já tava na cara que não tinha como fugir disso, a gente precisava se ver, e parar com o mundo paralelo do virtual.

Até que um empurrãozinho aconteceu, e a gente se viu. Digo que tive medo. "E se eu não gostar de como ele é?" Você finge que tem que ir embora. "E se eu não gostar de ficar com ele?" Você o evita. "E se...", tantas dúvidas eu tinha, tantos conselhos me foram dados.

Boba eu de imaginar, que depois de tantas conversas boas a gente podia não gostar de ficar junto. Logo eu que não gosto de filme de terror, por me assustar com qualquer coisa, encontrei alguém assim também. E o cheiro? Me apaixonei pelo seu perfume, e assim me encantei mais por você. O melhor de tudo foi sentir aquela química, aquela vontade de tá perto. Um carinho espontâneo e uma vontade de sorrir interminável.

Eis que o destino nos prega algumas peças, e o que parecia ser tão bom, fazer tão bem, não se concretizou. Não sei bem o que aconteceu, não sei como isso chegou ao fim. Talvez tenha sido apenas mais um sonho, só sei que acabou. Devo ter acordado. E essa é a parte difícil, pois depois de tudo, se quer de novo, e quando não se tem, parece que se quer ainda mais.

Diário: Futuro Incerto

em

14 janeiro 2013


Era um dia normal de férias, onde estava preparando mais um post para o blog. Em meio a tantas ideias, acabei trocando uma postagem por outra, e deixando os temas no rascunho. Parecia que nada ia se concluir.

O que me fez parar aqui, escrevendo esse texto desabafo, foi um futuro post sobre "Volta às Aulas". Me deparei com uma situação estranha, que ao iniciar a introdução ao assunto, simplesmente não podia usar a palavra "nós", pois eu não terei que voltar a escola.

Essa blogueira, que vos escreve, tende a sempre aprender com as postagens que faz. Mas como me entusiasmar com as compras dos materiais, sendo que não posso me imaginar com eles, pelo fato de não ter o por que comprar, já que não terei onde usar...

Se estão sentindo uma enorme confusão, eu explico: estudei desde os 4 anos na mesma escola. Em 2012, conclui o ensino médio, junto ao técnico que fiz durante 2 anos. Decidi que só iria começar a faculdade em 2014, e que esse ano "descansaria" e faria curso de inglês, e outros cursinhos básicos. Portanto, não estou matriculada em escola alguma, nem ao menos no inglês, já que estou esperando a colocação na prova de bolsa de estudos que fiz.

Entendem agora? Sou uma garota de 18 anos, com um futuro completamente incerto nesse ano. Ok, que ninguém sabe o que nos espera no futuro, mas sempre fazemos alguns planejamentos e nos preparamos para o que estar por vir. E essa sou eu, me sentindo perdida e bastante inútil.

Como o ano já começou, estou tentando agora pensar no que posso salvar ainda. Nada está tão perdido. Posso me matricular no inglês e no meio do ano começar algum técnico novamente. A questão que me incomoda é ficar "parada" enquanto isso não chega.

Já pensei em trabalhar, em fazer curso nas férias ou começar um curso pago na área que gosto (web design), mas algo me prende. Não sei ao certo se está dentro de mim essa ancora que não me deixa seguir, ou é algo externo. Só sei que existe, e eu to lutando pra me livrar dela.

Enquanto isso não acontece, eu continuo meio que boiando na vida e tentando correr pra ver se consigo alguma coisa o quanto antes (seja lá contra o que estou correndo). E aproveito o tempo livre, pra postar no blog e ter uma prévia da minha futura profissão como design.

Príncipe também vira sapo

em

09 janeiro 2013


Ainda não sei como vim parar aqui. Não estou vivendo um conto de fadas, não, isso eu vivia ao seu lado. Você me fazia bem, me queria bem, isso já bastava pra nossa felicidade. Tudo era completo, quieto, certo. Tudo era tão eu, tão você, tão nós.

Nada mais parecia importante, desde que você estivesse ao meu lado. Nenhum problema era tão grande que eu não poderia ultrapassa-lo, pois tinha você comigo. Guerreira ou princesa, seja lá em o que você me transformou, eu só era assim pois comigo estava você, pra me proteger.

E então tudo muda, e diferente dos contos de fadas, não é uma bruxa má que vem estragar os planos futuros, é você. De herói à bandido, de príncipe à sapo. Algo não premeditado, afinal, quem diria que o amor me apunhalaria, em cheio no coração, de cara, de frente, de uma vez.

Nessas histórias sempre há o momento em que tudo se descobre, tudo dá certo, e chega o tão esperado final feliz. Mas como ter um final feliz, se quem me envenenou foi o príncipe encantado? E eu, que me sentia tão segura, me encontro então em um castelo sem muros, onde qualquer guerreiro mal intencionado pode vir e atirar contra mim.