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Resenha: Ninguém como você!

em

28 março 2013


Livro: Ninguém como você
Ano: 2010
Autor: Lauren Strasnick
Editora: iD
Número de Páginas: 240

Sinopse: A vida de Holly está muito complicada - Faz seis meses que sua mãe morreu, e seu pai ainda anda pela casa com um ar muito perdido. Ela acaba de perder a virgindade com Paul, um cara que é um gato, mas que tem uma namorada firme, que faz parte da turma mais popular da escola. Seu melhor amigo Nils deu de pular de galho em galho, correndo atrás de toda garota que passa em sua frente. Quando as coisas começam a ficar mais sérias, Holly terá de escolher - mudar de vida radicalmente, ou guardar um segredo que pesa cada vez mais em sua vida? 


Minha resenha: Felizmente encontramos livros, muitas vezes, enviados para nos salvar de alguma situação ou entender alguma situação. Eu gosto de lê-lo quando me sinto insegura, apesar da história não bater com variadas situações que nos levam a insegurança. Maaas, nesse caso, ESTOU PASSADA COM A LIGAÇÃO QUE ME ENCONTREI. Holly me mostrou um lado que eu jamais me identifico, porém 2013 foi o meu ano de mudanças, justamente que quem finalizá-lo pode pensar: não acredito que a Daphne está assim?!

A gente nunca sabe por que gostamos de determinados garotos e talvez quando essa “paixão” passa, não encontramos uma resposta... Só que esse livro me deu as respostas. Paul é o típico de cara que precisa de uma garota no seu pé, para aumentar o ego ou para dizer que sempre correm atrás dele, que custe o que custar vai ser um cafajeste, indiferente. Vai iludir, enganar e se aproveitar da melhor maneira possível. Porém, tem as Holly da vida, que mesmo sabendo de tudo isso, caí nos braços de um ser “abençoado” desses e se envolve tanto, ao ponto de delirar com pensamentos soltos pelo quarto. O problema de tudo é a presença de uma terceira pessoa e essa terceira ser alguém que supostamente você considerou muito e começa a te ajudar de tal forma, que lidar com a situação tornasse um medo incontrolável.
Estar sozinha diante de tudo isso é um estresse imenso. A falta daquele conselho de mãe: “sai dessa filha, você merece alguém melhor”, faria uma enorme diferença. E para Holly fez! O final que a história leva, é praticamente uma escolha que tendo um cuidado materno, ela não optaria. Mas ela não contava com ninguém, muito menos com a sorte.
 O pesar de um segredo é a lavagem da alma em uma confissão... Mas essa confissão trouxe alívio, mas também trouxe o que ela menos temia. E quando nós não tememos tanto algo, quando acontece... Caí o mundo, o tempo para, a vida lá fora passa despercebida e a angústia nunca diminui.As escolhas que optamos a partir disso ficam sobro nossos ombros um bom tempo, nos negam a esquecer. 
Eu já tinha falado sobre esse livro uma vez, foi a minha primeira resenha, mas eu fracassei. E jurei repassar minha visão dele para vocês, a autora me deixa irritada e me satisfaz. “Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?” Talvez faltasse um pouco de Fernando na Holly, um pouco de Pessoa naquela menina fria e confusa. Talvez faltasse atenção e um pai que não dificultasse. A inexistência da primeira lágrima que escorreu depressa e a firmeza da segunda lágrima, mas cheia de alívio. 

Resenha: A Culpa é das Estrelas

em

02 março 2013


Livro: A culpa é das Estrelas
Ano: 2012
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 288


Sinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Minha resenha: Um livro para poucos, assim que eu começo minha resenha. Um livro que deve ser mais sentido do que lido, apaixonante e intenso. O que eu senti lendo a história de Hazel, talvez eu não sinta nunca mais. Não falando do estado que ela se encontrava, com uma doença sem cura apenas fazendo todos os tratamentos ali registrando com mais detalhes, para ter uma vida alongada e dar a sua mãe o gostinho de ser mãe. Mas falando da personalidade de uma menina, que mudou e me conquistou por ser tão marcante, tão admirável. Que exagero meu deixar isso algo pessoal, só quero passar a sensação que é terminar um livro as 16h25 e pensar: Obrigado Hazel, por me fazer entender o amor e deixar o tanto quanto mais real a frase: "A morte é a única certeza da vida". Talvez eu seja julgada por não chorar com uma história dessa ou por não ter percebi que é apenas um livro, não uma literatura. Discordo, é uma brilhante literatura. Impossível de imaginar que o mesmo autor de "a menina que roubava livros", o escreveu. Tirei conclusões de que, realmente, o amor não é um sentimento que eu sentia ao ler alguns livros, é o sentimento que eu senti ao ler esse livro (não é pleonasmo, entendam). Amar é ver a dor do outro, e deixa sua dor de lado. Amar é se manter realista e não buscar agradar de uma forma piedosa os ouvidos de quem clama. Sim, amar é ser você e deixar ser amada por quem és. Não imaginei o fim desse livro e nem consegui tentar deduzi-lo. Não imaginei o que seria de Hazel e nem o que seria daquela história toda. Talvez mentes limitadas, buscam resultar o fim desse livro com a "morte de Hazel", mas com toda cegueira de quem pensa assim, depois de fechar o livro, com certeza o apertará contra o peito e dirá para si: fui tola de ter tentando imaginar um "the end!". Já ouvi pelos corredores da minha escola, que esse livro não tem sentindo nenhum com o título. Mas como um bom curioso que o ser humano é, peço que preste bastante atenção em cada palavra, em cada página. Augustus talvez seja a explicação de todos os "x" da questão ou talvez seja loucura minha. Quem sabe umas boas leituras alheias me façam aceitar cada vez mais o quanto é idiota não haver uma continuação. Queria poder escrever cartas para Hazel, como ela escrevia para o autor do UAI. Queria poder dizer a ela como me sinto nesse momento. Queria interroga-la da mesma forma que interrogava Van Houten, porque meu pensamentos agora vagam pela sala, procurando por respostas que nunca serão ditas, pois só faria sentindo se dadas por Hazel Grace Lancaster.

Quem Escreveu?

Olá meninas, tudo bem com vocês? Sou Daphne Piedade, tenho 15 anos, futura meninas dos cachos azuis, e postarei resenhas aqui no blog da Mary. Também penso em postar algumas coisas relacionadas a desejos literários etc. Espero sempre postar brilhates resenhas e deixa-las curiosas e bem interessadas pelos livros <3